sexta-feira, 10 de junho de 2011

Programação oficial do 2º Encontro Nacional dos blogueiros progressistas

Direto da página do Barão de Itararé na internet

     A programação oficial do 2º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas (BlogProg), construída de forma coletiva e democrática, tem como eixo principal a luta pela democratização dos meios de comunicação, por um novo marco regulatório para o setor e pela implantação e aperfeiçoamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Além disso, ela contempla, em várias oficinas, inúmeros temas de interesse da blogosfera. A programação ainda poderá sofrer alguns ajustes. Um deles é a inclusão de uma palestra do ex-presidente Lula, que já confirmou a presença no encontro, mas ainda não formalizou sua participação.

Data: 17, 18 e 19 de junho.

Local: Centro de Convenção da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)

SGAS. Avenida W-5, Quadra 902, Bloco C – Telefone: (61) 3214-8000

Dia 17 de junho, sexta-feira

17 horas – Início do credenciamento.

19 horas – Palestra do ministro Paulo Bernardo sobre os desafios da comunicação no governo Dilma Rousseff;

21 horas – Festa de confraternização.

Dia 18 de junho, sábado

9 horas – A luta por um novo marco regulatório da comunicação.

- Deputada Luiza Erundina – coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão;

- Jurista Fábio Konder Comparato – autor da Ação de Omissão (ADO) do Congresso Nacional na regulamentação da comunicação;

- Professor Venício Lima – autor do livro recém-lançado “Regulação das comunicações”.

14 horas – Oficinas autogestionadas e simultâneas.

1- Os partidos e a luta pela democratização da comunicação.
- José Dirceu (PT), João Arruda (PMDB), Brizola Neto (PDT), Renato Rabelo (PCdoB), Randolfe Rodrigues (PSOL) – mediação: José Augusto Valente;

2- O sindicalismo na era da internet.
- Artur Henrique (CUT), Luis Carlos Mota (FS), Nivaldo Santana (CTB), Ricardo Patah (UGT), Ubiraci Dantas (CGTB) e Toninho (Diap) – mediação: Rita Casaro;

3- A política da internet, tecnologias e a neutralidade na rede.
- Sérgio Amadeu, Marcelo Branco, Ricardo Poppi, José Carlos Caribé, Tatiane Pires – mediação: Diego Casaes;

4- Arte, humor e militância na internet: compartilhando experiências.
- Mediação: Sérgio Teles;

5- Reforma agrária e as perspectivas na comunicação.
- Gilmar Mauro, Rodrigo Vianna, Letícia Silva, Sergio Sauer – mediação: Igor Felippe;

6- Mulheres na blogosfera.
- Luka da Rosa, Amanda Vieira, Mayara Melo – mediação: Niara de Oliveira;

7- Perseguição e censura contra a blogosfera.
- Paulo Henrique Amorim, Esmael Morais e Lino Bocchini – mediação: Altamiro Borges.

8- A militância digital e as redes sociais
- Eduardo Guimarães, Luis Carlos Azenha, Conceição Oliveira (Maria Frô) – mediação: Conceição Lemes.

9- Lan Houses e a internet na periferia.
- Mediação: Mario Brandão.

10- A outra economia da comunicação.
- Ladislau Dawbor, Marcio Pochmann, Clayton Mello – mediação: Renato Rovai.

• Oficina sobre ferramentas do blog – mesa: Marcos Lemos;

Dia 19 de junho, domingo

9 horas – reuniões em grupo: troca de experiência, balanço e desafios da blogosfera progressista;

14 horas – Plenária final: aprovação da carta dos blogueiros e constituição da nova comissão nacional organizadora.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Reduc gastará mais de R$ 1 bilhão por descaso com meio ambiente

   A Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro está exigindo R$ 1,139 bilhão em compensações ambientais para renovar a licença de operação da Reduc. No dia 10 de junho de 2011 será assinado um novo TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – que irá financiar a construção de uma estação de tratamento e o replantio de manguezais na Baia de Guanabara. Atendendo à solicitação do Sindipetro Caxias, o INEA – Instituto Estadual do Ambiente – está exigindo o monitoramento das chaminés, das UREs, do gás ácido e dos efluentes líquidos da refinaria.
   O Sindipetro Caxias avisou à Reduc que a Unidade de Tratamento de Lodo não estava operando e que seu efluente era nocivo ao meio ambiente, mas a Petrobrás não tomou providências. O Sindicato avisou que a URE não tem confiabilidade e que não existia um plano de contingência para, em caso de parada da unidade, a refinaria continuasse operando.
     Devido à má gestão administrativa da Reduc, agora a Petrobrás pagará a conta. Se a  refinaria tivesse escutado o Sindicato e tomasse as providências cabíveis, agora poderia estar usando esse  dinheiro para fazer manutenção, melhorar a PLR dos trabalhadores, contratar mais empregados e muito mais.
     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 245, do Sindipetro Caxias, em 7 de junho de 2011.

Contrato de manutenção da Reduc é lesivo aos interesses da Petrobrás

     Um contrato de manutenção lesivo aos interesses da Petrobrás é a principal causa das 22 punições aplicadas pela gerência da Reduc. Para que esse contrato seja vantajoso para a empresa contratante, no caso a Petrobrás, é preciso que não haja qualquer perda de tempo para a realização dos serviços. Ocorre que a burocracia na emissão de Ordens e Notas de Manutenção, bem como na confecção de Análise de Risco e Permissão de Trabalho, não permite qualquer agilidade na execução das tarefas planejadas, o que acarreta grave prejuízo aos cofres da empresa.
   Há cerca de dois anos, quando firmou esse contrato de manutenção com uma única empresa em substituição aos contratos com empresas especializadas, a gerência da Reduc afirmou que essa modalidade de contratação serviria de modelo para as demais refinarias da Petrobrás. Ocorre que a gerência verificou agora que essa modalidade de contrato, de disponibilidade de mão de obra, vem trazendo sérios prejuízos e se mostrando ineficaz, aumentando ainda mais o passivo de manutenção da refinaria.
    Os gerentes não assumem sua culpa e querem colocar a responsabilidade por mais esse fracasso nos trabalhadores. O Sindipetro Caxias não vai permitir que estes 22 trabalhadores sejam punidos em razão da incompetência dos gestores.
     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 245, do Sindipetro Caxias, em 7 de junho de 2011.

Trabalhadores da Manutenção da Reduc aprovam Estado de Greve

   Reunidos em assembleia na última sexta-feira, 3 de junho, no Arco da Reduc, cerca de 180 trabalhadores da Manutenção Industrial aprovaram o Estado de Greve contra as 22 punições aplicadas pela gerência da refinaria aos trabalhadores próprios e contratados na última semana. Entre os punidos estão 10 empregados próprios lotados no MI/EE, MI/ED e MI/PM e 12 trabalhadores contratados das empresas Hoerbiger, Cegelec e Estrutural. O Sindipetro Caxias enviou ofício à gerência exigindo o imediato cancelamento de todas as punições aplicadas.
     Além do cancelamento das punições, os trabalhadores aprovaram em assembleia o fim do horário administrativo deslocado das 14:30 às 23:30 horas e de Parada de Manutenção das 17:30 às 04:30 horas e o fim do atendimento à manutenção nos finais de semana, feriados e fora do horário administrativo de 07:30 às 16:30 horas, ressalvadas as duas horas extras diárias.
     Com o objetivo de lutar contra as 22 punições, os trabalhadores aprovaram também mobilizações como operação padrão e hora certa, além de um indicativo de apoio da operação. Como eixos de luta, foram aprovados o fim do sistema de consequências na Petrobrás para acabar com as punições e  mudanças gerenciais.
     Para resolver a necessidade da Reduc de trabalho de manutenção fora do horário administrativo, o Sindipetro Caxias propôs à gerência, em reunião ainda na sexta-feira, a implantação de trabalhadores da Manutenção Industrial em Regime de Turno ou o pagamento do Adicional de Sobreaviso Parcial.
     É importante destacar ainda que desde 1995 não ocorria uma mobilização tão grande da Manutenção Industrial em torno de uma causa coletiva. O Sindipetro Caxias tem certeza de que bons frutos serão colhidos nesta jornada exemplar de união e solidariedade.
     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 245, do Sindipetro Caxias, em 7 de junho de 2011.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cabral: liberte os bombeiros do Rio de Janeiro

Bombeiros presos foram recebidos como heróis em Niterói
     Em que pese não apoiar a invasão do Quartel Central do Corpo de Bombeiros e defender apenas mobilizações pacíficas durante as campanhas salariais dos trabalhadores, não é possível concordar com a manutenção da prisão dos 439 bombeiros que reivindicavam o aumento de um salário aviltante para quem faz um trabalho tão importante para a população carioca. Embora tenham pesado um pouco a mão na invasão ao quartel, são trabalhadores que precisam levar o pão às suas famílias e não vândalos como afirmou o governador. Por isso, Cabral, liberte os bombeiros presos para que retornem às suas casas e retome imediatamente as negociações salariais.
     Grande parte da culpa pelo acirramento dos ânimos é do próprio governo estadual que vem arrastando há meses as negociações com esses trabalhadores. Outro fator determinante para esse tipo de ação é que os bombeiros são militares e não podem se organizar em um sindicato filiado a uma central, como a CUT, por exemplo, que investe na formação dos dirigentes sindicais.
     Independentemente do caminho a ser tomado pela campanha salarial dos bombeiros, é bonito ver a união e a solidariedade entre os trabalhadores que participaram das mobilizações da categoria e os que não participaram por estarem de plantão em seus postos de trabalho.