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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lucro da Petrobrás cresceu 37%

    Os resultados financeiros de 2011 da Petrobrás foram divulgados no dia 15 de agosto. O lucro líquido alcançou R$ 21,928 bilhões no primeiro semestre, o que representa um aumento de 37% sobre o mesmo período de 2010, permanecendo estável no comparativo entre os dois trimestres de 2011. A produção total de petróleo e gás subiu 2% em relação ao 1º semestre de 2010, alcançando a média de 2,613 milhões de barris/dia.
    A empresa também divulgou o novo Plano de Negócios 2011-2015 que prevê investimentos de R$ 389 bilhões, com maior enfoque em exploração e produção, principalmente no pré-sal.
   Mesmo sob suspeição, diante dos acontecimentos na recente crise financeira internacional, a agência de classificação de risco Moody´s reconheceu a melhora de risco da Petrobrás em moeda estrangeira e elevou a nota (rating) da companhia de Baa1 para A3.

Trabalhadores da Reduc e Tecam aprovam proposta de quitação da PLR 2010


     Em sessões de assembleia realizadas entre os dias 18 e 24 de agosto, os trabalhadores da Reduc, Tecam e Termorio aprovaram a proposta para quitação da PLR 2010. O Sindipetro Caxias assinou o Acordo de quitação da PLR 2010 na Petrobrás e na Transpetro, garantindo o pagamento aos trabalhadores da Reduc e do Tecam na próxima quarta-feira, 31 de agosto.
     Quanto aos trabalhadores da Termorio, estes já aprovaram a proposta em assembleia, mas não têm data de pagamento confirmada. O Sindicato, que ainda não tem a representação desses trabalhadores, enviou ofício ao Sintergia solicitando a assinatura do Acordo a fim de que esses petroleiros também possam receber a PLR 2010.

sábado, 6 de agosto de 2011

Ato na Reman marca a sexta-feira no XV CONFUP

     Os delegados e observadores do Congresso Nacional dos Petroleiros acordaram cedo nesta sexta-feira, 5 de agosto, a fim de realizar uma manifestação na entrada da Refinaria de Manaus para defender a manutenção dos investimentos da Petrobrás na modernização e ampliação das refinarias, em defesa da AMS, contra a política de SMS da empresa e por uma PLR sem discriminação. O ato, que teve início às 6 horas, reuniu cerca de 400 petroleiros de todo o país que participam do XV CONFUP e consistiu em um trancaço, a cerca de 500 metros do portão da refinaria, que paralisou a avenida principal de acesso. Todos os trabalhadores do turno, administrativo e contratados ficaram do lado de fora dos portões durante duas horas, na maior mobilização da história da Reman.
     Após o pronunciamento de lideranças sindicais nacionais e internacionais, os trabalhadores seguiram em caminhada até o portão da refinaria cantando o hino nacional. Ao final, os trabalhadores da Reman entraram para trabalhar sob aplausos dos petroleiros de todo o país presentes ao ato.
     Ao longo do dia, os congressistas retomaram a discussão da Pauta de Reivindicações dentro dos respectivos Grupos de Trabalho.

domingo, 31 de julho de 2011

A importância da luta contra o bônus na Petrobrás

Por Luís Alberto Ferreira

     A luta contra o bônus gerencial travada pela FUP e seus sindicatos representa muito mais do que pode parecer à primeira vista. O mote é a discriminação dos empregados não gerentes que não receberão o bônus, mas o que está em jogo é uma política de remuneração diferenciada que vem sendo construída pela Petrobrás ao longo dos anos. No futuro, essa política poderá trazer conseqüências negativas para os trabalhadores da empresa. Muito mais que a simples discriminação entre os empregados.
     Ocorre que o bônus somado à gratificação de função representará uma parcela considerável da remuneração anual dos gerentes. Não há que se duvidar que esses empregados tudo farão para se manterem como gerentes. Cumprirão as mais absurdas ordens de seus superiores hierárquicos, buscarão atingir suas metas a qualquer custo e não hesitarão em “descer o chicote” em seus subordinados. Se hoje já exercitam toda sua criatividade, como disse recentemente um gerente, trabalhando com efetivo abaixo do número mínimo de segurança nas unidades operacionais e descumprindo a lei e as próprias normas e procedimentos da Petrobrás, imagine o que farão para assegurar a remuneração extra consubstanciada no pagamento do bônus?
     Apesar disso, é triste ver uma Frente composta por 4 sindicatos, somados a outro que se diz independente, desistindo de brigar contra a política de pagamento de bônus e entregando o jogo ainda no primeiro tempo. Sem luta, sem nada. Logo esses sindicatos que sempre se disseram os paladinos da luta e vivem chamando a FUP de pelega. Mais do que tristeza, o sentimento é de vergonha quando se entrega o jogo em razão de interesses inconfessáveis.
     Não é possível saber se a FUP e seus sindicatos sairão vitoriosos na luta contra o pagamento do bônus. A legislação não favorece os trabalhadores e as instituições não nos defendem. O que se pode garantir é a luta contra uma prática que pode ser mais danosa do que se pensou inicialmente, transformando empregados que ocupam funções gerenciais em verdadeiros “carrascos” dos demais. Tudo para garantir a remuneração extra. Tudo em razão de uma política bem urdida pela Petrobrás em prejuízo dos trabalhadores.

MPT ajuíza ação para assegurar direito de greve dos trabalhadores da Reduc

Fonte: Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro

     Nova Iguaçu (RJ), 27/06/2011 - O Ministério Público do Trabalho em Nova Iguaçu ajuizou ação civil pública contra a Petrobras – Refinaria de Duque de Caxias para assegurar o direito de greve dos trabalhadores em eventual movimento paredista. A medida judicial foi adotada em decorrência da postura adotada pela empresa que, desde 2009, tenta impedir a paralisação dos funcionários, mantendo-os retidos dentro da unidade da Reduc e dificultando a troca de turno. O MPT requer na Justiça a condenação da estatal em R$ 50 milhões por danos morais coletivos pela prática antissindical.
     Segundo os procuradores do Trabalho Fábio Luiz Mobarak, Fernanda Barbosa Diniz, Gabriela Tavares Miranda Maciel e Renato Silva Baptista, autores da ação, as tentativas de negociação para garantir a realização de movimento paredista, dentro dos limites legais, não obtiveram êxito desde o último episódio, ocorrido em 2009.
     Em audiência realizada na sede do MPT em Nova Iguaçu, a Reduc justificou que a retenção dos trabalhadores é devida porque existe a necessidade de manter todos os trabalhadores em postos de trabalho, visto que as atividades são essenciais. O sindicato da categoria, por sua vez, já havia assegurado 30% do contingente para garantir a prestação de serviços em caso de greve.
     Diante do impasse, os procuradores chegaram à conclusão de que o direito de greve só seria exercido mediante medida judicial. Na petição inicial, foi citado caso similar ocorrido na refinaria de Araucária, Paraná. Na ocasião, a Petrobras também impediu a saída de trabalhadores dos turnos anteriores ao início da greve. O movimento paredista só foi possível após a intervenção do MPT.
     “As condutas levadas a efeito pela empresa (Petrobras) constituem verdadeiros atos antissindicais, pois afrontam diretamente dois direitos fundamentais consagrados na Constituição da República, quais sejam, a liberdade sindical (artigo 8º) e o direito de greve (artigo 9º)”, afirmaram os procuradores, acrescentando que, devido à retenção dos trabalhadores na última tentativa de paralisação (2009), ficou configurada jornada excessiva, superando 48 horas.
     O MPT já recebeu indicativo de greve e, para assegurar o livre exercício da manifestação dos trabalhadores, requer na Justiça do Trabalho pedido de liminar para que o movimento paredista seja realizado dentro dos limites legais.
     “A coação (física, moral ou econômica), ou a ameaça, contra trabalhadores que estejam participando ou desejam participar de tais movimentos, caracteriza ato antissindical. Os atos da ré, fartamente demonstrados, além de sobrepujar a vontade da empresa sobre a dos empregados, enfraquecem o sindicato, e por conseqüência o próprio movimento sindical, vez que os trabalhadores são inibidos na sua atuação coletiva ante a ineficácia desta e por medo de sofrerem represálias”, afirmaram os procuradores do Trabalho.

Responsável civil por atos antissindicais

Por Normando Rodrigues*

    Os atos antissindicais, em geral, são desenvolvidos pelo empregador para impedir o exercício dos direitos humanos fundamentais, políticos e sociais, do empregado. Mais comumente, tencionam frustrar o direito de greve, o direito de associação e o direito de reunião.
      Temos processos vitoriosos, nos quais a Petrobrás teve que indenizar, ou restabelecer ao empregado a dignidade ofendida com, por exemplo, transferências e desembarques por motivação política, ou mesmo apenas de ameaças. No entanto, a cada mobilização nos chegam sempre novos relatos de atitudes medievais como essa.
    De fato, reina na imprensa uma ética perversa, na qual quem luta pela democracia é perseguido, ao passo que os destruidores cotidianos da Petrobrás, responsáveis por práticas inseguras, corrupção, terceirização da atividade fim e entrega do patrimônio tecnológico para a concorrência, esses são festejados e premiados com bônus tão imorais que a empresa tenta ocultá-los até da administração pública.
    É absolutamente indispensável que os petroleiros que se tenham sentido moralmente agredidos por ameaças, ou ainda pior, que tenham sofrido represálias em razão da participação em mobilizações, procurem o sindicato com o relato dos casos. Reunidas as diversas histórias individuais teremos condições de montar um panorama capaz de instrumentalizar representações ao Ministério Público do Trabalho e à Organização Internacional do Trabalho, e de identificar os principais mandantes dos gerentes “capitães do mato”, tornando viável que não apenas a Empresa responda por tais atos, mas também os verdadeiros responsáveis, com seu patrimônio individual.

*Assessor jurídico do Sindipetro Caxias e da FUP


    Artigo publicado no informativo Unidade Nacional nº 255 do Sindipetro Caxias.

Negociações e Direitos Humanos

Por Normando Rodrigues*

     Os empregados da Petrobrás e da Transpetro estão em plena negociação da PLR, e já iniciam os preparativos para a negociação plena do Acordo Coletivo de Trabalho. Aproveitemos, então, para tratar do importante tema da negociação coletiva de trabalho, a partir de algumas indagações frequentes entre os trabalhadores da categoria.
     A negociação coletiva é de fundamental importância tanto para que os trabalhadores tenham direitos acima do previsto em lei como, por vezes, até mesmo para garantir que direitos já existentes sejam cumpridos pelo empregador. É ela a grande responsável pela melhoria das condições dos trabalhadores, e não o Parlamento e a Legislação. E no Brasil, desde 1994, é a negociação que define o reajuste salarial, e não uma lei ou um juiz.
     Nosso sistema impede que a negociação defina direitos abaixo do previsto em lei, mas nos dois pólos fundamentais do Direito do Trabalho, remuneração e jornada, a Constituição admite que sejam fixadas remunerações menores, ou jornadas maiores, do que o fixado em lei, desde que, de alguma forma, isso seja compensado no mesmo Acordo Coletivo. Foi isso o que gerou, em 1989, o turno de 8 horas com 5 grupos na Petrobrás, única maneira de a empresa ultrapassar o limite constitucional de 6 horas para o turno ininterrupto de revezamento também estipulado pela Constituição.
     Por fim, a negociação coletiva é obrigatoriamente definida em assembléia de trabalhadores, e dela podem participar todos os atingidos pelos efeitos do respectivo acordo coletivo de trabalho.

* Assessor jurídico do Sindipetro Caxias e da FUP

     Artigo publicado no informativo Unidade Nacional nº 254 do Sindipetro Caxias.

Petrobrás é a segunda mais acionada no TST

     A Petrobrás está em segundo lugar no ranking dos campeões das reclamações trabalhistas do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Com nada menos que 14 mil processos tramitando na terceira instância, a empresa perde apenas para a União e supera a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. A estratégia é recorrer nas ações propostas pelos trabalhadores devido ao baixo custo de atualização dos débitos trabalhistas se comparado ao mercado financeiro, se aproveitando da morosidade da Justiça do Trabalho, que recebe cerca de dois milhões de processos ao ano no Brasil.

Petrobrás é a 34ª maior empresa do mundo

     A Petrobrás foi classificada como a 34ª maior empresa do mundo pelo ranking anual das 500 maiores companhias elaborado pela revista “Fortune” e divulgado no início de julho. Entre as sete empresas brasileiras que aparecem no ranking, a Petrobrás é a mais bem posicionada, com faturamento de US$ 120,052 bilhões. A Companhia subiu 20 posições no ranking, passando do 54º lugar para 34º. O Brasil é o país latino-americano com maior representação no levantamento. Entre as empresas que mais lucraram em 2010, a Petrobrás aparece em oitavo lugar, com US$ 19,184 bilhões, o que representa um crescimento de 23,7% em relação ao ano anterior.

Fonte: assessoria de imprensa da Petrobrás

terça-feira, 28 de junho de 2011

PLR: Petroleiros irão avaliar Estado de Greve

     O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), reunido nesta segunda-feira, 27 de junho, no Rio de Janeiro, decidiu que a proposta apresentada pela Petrobrás para quitação da PLR 2010 não atende aos anseios da categoria petroleira e indicou mobilizações de 6 a 8 de julho e o Estado de Greve. Não é admissível que os trabalhadores que fazem os excepcionais resultados que a empresa vem apresentando nos últimos anos fiquem com uma pequena parte do montante a ser distribuído, enquanto os ocupantes de cargos de confiança se refestelam com a maior parte da PLR 2010, recebendo mais de seis vezes o valor do piso.
     O Sindipetro Caxias realizará sessões de assembleia para saber se os trabalhadores estão dispostos a entrar na luta por uma PLR justa, pelo fim do pagamento da remuneração diferenciada para os cargos de confiança e pelo acordo da PLR futura já aprovado nas assembleias da categoria. Chegou a hora de os trabalhadores decidirem os rumos dessa luta.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Petrobrás não avança na negociação da PLR e FUP convoca Conselho Deliberativo para dia 27

Imprensa da FUP

     Na terça-feira, 21 de junho, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a se reunir com a Petrobrás para dar continuidade à negociação do pagamento da PLR 2010, reiterando que a proposta apresentada no último dia 09 não contempla os petroleiros. A Federação cobrou uma nova proposta da empresa, com base nas reivindicações dos trabalhadores referentes à PLR futura e à distribuição igual para todos de 25% dos dividendos pagos aos acionistas. Através da assessoria econômica do Dieese, a FUP comprovou em mesa que a Petrobrás tem plenas condições de atender à proposta da categoria, contemplando por igual todos os trabalhadores, valorizando, desta forma, quem de fato produz as riquezas geradas para o país.
Bônus – Outro ponto enfocado pela FUP na reunião foi o repúdio a qualquer tipo de privilégios para as gerências e demais cargos comissionados. A Federação cobrou que Petrobrás não repita o indecoroso pagamento de bônus que foi feito no ano passado. A empresa, além de não ter apresentado uma nova proposta, também não atendeu à cobrança da FUP, negando-se a assumir qualquer compromisso de que não haverá privilégios para os cargos de confiança.  A FUP ressaltou que esta questão é ponto fundamental para o processo de negociação da PLR.
PLR futura – A FUP também voltou a cobrar um posicionamento da Petrobrás sobre as PLRs futuras, mas a empresa continua sem uma resposta, alegando que depende de decisão do DEST. Na próxima terça-feira, 28, a FUP terá uma reunião com o Departamento para tratar desta questão.
Conselho Deliberativo - Diante da recusa da Petrobrás em avançar nos pontos cobrados pelos trabalhadores, a FUP está convocando uma reunião do seu Conselho Deliberativo para a próxima segunda-feira, 27. A direção da FUP e os sindicatos filiados irão discutir e apontar os próximos passos da campanha de PLR, inclusive um calendário de mobilizações para fazer a empresa avançar na negociação.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Petrobrás: Proposta de PLR não contempla

Imprensa da FUP

     Após cobranças da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Petrobras apresentou no último dia 09 uma proposta para quitação da PLR 2010, que segue os mesmos critérios do ano passado. A empresa propõe piso de R$ 15.500,00 para os trabalhadores posicionados até o nível 457-A da tabela salarial, acrescido de um valor fixo de R$ 2.700,00. Ou seja, a Petrobrás propõe pagar, no mínimo, R$ 18.200,00 de PLR, descontados os valores da antecipação feita em janeiro. Isso representa 7% a mais do que os R$ 17.000,00 conquistados pelos trabalhadores na campanha da PLR 2009.
     Enquanto os valores da PLR 2010 cresceram 12,44% em relação ao exercício de 2009, os dividendos dos acionistas subiram 40,42% no mesmo período.  Além de privilegiar os acionistas, em detrimento dos trabalhadores, o provisionamento foi feito pela Petrobrás, mais uma vez, sem transparência e de forma unilateral, apesar da FUP e de seus sindicatos terem discutido com a empresa critérios e indicadores para a negociação das PLRs futuras, com base na proposta aprovada pela categoria em assembléias.
     Portanto, a FUP está cobrando o início imediato da negociação da PLR 2010, tendo como referência a proposta de PLR futura que já foi discutida com a empresa. A Petrobrás tem plenas condições de avançar na construção de uma proposta que de fato valorize o petroleiro, que, através do seu trabalho tem tornado possíveis os resultados conquistados pela empresa. A FUP também orientou os sindicatos para que realizem setoriais ao longo desta semana, para ouvir a opinião dos trabalhadores sobre a proposta de PLR apresentada pela empresa.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Reduc gastará mais de R$ 1 bilhão por descaso com meio ambiente

   A Secretaria do Meio Ambiente do Rio de Janeiro está exigindo R$ 1,139 bilhão em compensações ambientais para renovar a licença de operação da Reduc. No dia 10 de junho de 2011 será assinado um novo TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – que irá financiar a construção de uma estação de tratamento e o replantio de manguezais na Baia de Guanabara. Atendendo à solicitação do Sindipetro Caxias, o INEA – Instituto Estadual do Ambiente – está exigindo o monitoramento das chaminés, das UREs, do gás ácido e dos efluentes líquidos da refinaria.
   O Sindipetro Caxias avisou à Reduc que a Unidade de Tratamento de Lodo não estava operando e que seu efluente era nocivo ao meio ambiente, mas a Petrobrás não tomou providências. O Sindicato avisou que a URE não tem confiabilidade e que não existia um plano de contingência para, em caso de parada da unidade, a refinaria continuasse operando.
     Devido à má gestão administrativa da Reduc, agora a Petrobrás pagará a conta. Se a  refinaria tivesse escutado o Sindicato e tomasse as providências cabíveis, agora poderia estar usando esse  dinheiro para fazer manutenção, melhorar a PLR dos trabalhadores, contratar mais empregados e muito mais.
     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 245, do Sindipetro Caxias, em 7 de junho de 2011.

Contrato de manutenção da Reduc é lesivo aos interesses da Petrobrás

     Um contrato de manutenção lesivo aos interesses da Petrobrás é a principal causa das 22 punições aplicadas pela gerência da Reduc. Para que esse contrato seja vantajoso para a empresa contratante, no caso a Petrobrás, é preciso que não haja qualquer perda de tempo para a realização dos serviços. Ocorre que a burocracia na emissão de Ordens e Notas de Manutenção, bem como na confecção de Análise de Risco e Permissão de Trabalho, não permite qualquer agilidade na execução das tarefas planejadas, o que acarreta grave prejuízo aos cofres da empresa.
   Há cerca de dois anos, quando firmou esse contrato de manutenção com uma única empresa em substituição aos contratos com empresas especializadas, a gerência da Reduc afirmou que essa modalidade de contratação serviria de modelo para as demais refinarias da Petrobrás. Ocorre que a gerência verificou agora que essa modalidade de contrato, de disponibilidade de mão de obra, vem trazendo sérios prejuízos e se mostrando ineficaz, aumentando ainda mais o passivo de manutenção da refinaria.
    Os gerentes não assumem sua culpa e querem colocar a responsabilidade por mais esse fracasso nos trabalhadores. O Sindipetro Caxias não vai permitir que estes 22 trabalhadores sejam punidos em razão da incompetência dos gestores.
     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 245, do Sindipetro Caxias, em 7 de junho de 2011.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ministério do Trabalho interdita P-65 por falta de condições de segurança

Sindipetro-NF

     Durante reunião ocorrida na última quinta-feira, 26, na sede da Petrobrás, em Macaé, os fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-RJ) entregaram o auto de interdição por falta de segurança na P-65. Pelo documento estão interditados setores de serviços realizados com vasos de pressão em espaços confinados e do acendimento manual do queimador de gases descartados do processo industrial.
      Também participaram da reunião a procuradora do Trabalho, Isabela Maul Miranda de Mendonça e os diretores do Sindipetro-NF, Vitor Carvalho e Gabriel Carvalhaes. Segundo os diretores do NF, foi fundamental os trabalhadores terem enviado 34 pendências de segurança ao Sindicato para que os órgãos fiscalizadores fossem comunicados e ocorresse a fiscalização da unidade.
     O auto de interdição passa a valer de fato, após a ciência do superintendente da SRTE/RJ e a publicação por edital.
     Os diretores do NF informaram que a empresa estava com 12 pendências em relação às Normas Regulamentadoras e cinco em relação ao anexo 2 da NR-30.
     Além disso, a SRTE/RJ vai encaminhar as pendências de navegabilidade da área de lastro e de descarte de dejetos, apontadas pelos trabalhadores, aos órgãos competentes. Em relação à falta de alternativa de alinhamento das válvulas do sistema de dilúvio a Petrobras assumiu o compromisso de corrigir.
A plataforma P-65
     A P-65 é a antiga S-06, primeira plataforma a operar no Campo de Enchova na década de 70. A plataforma atualmente trata o petróleo produzido pelas plataformas da área sul da Bacia de Campos. Ela separa a água do óleo, reenvia para PCE-1 que manda para o Terminal de Cabiúnas.
Resultado da atuação conjunta
     No ano passado foram interditadas as plataformas de P-33 e PCH-2, após denúncias do Sindipetro-NF e da categoria petroleira, que também denunciou problemas em P-35 e P-27, mas a Petrobrás se antecipou e parou essas duas últimas plataformas.
     Na época, a ANP preparava processo interno para pedir a interdição destas unidades, mas foi surpreendida pela decisão da própria empresa de suspender a produção para realizar manutenção. A agência emitiu então uma determinação de não retorno até que as pendências fossem resolvidas.
     As pendências encaminhadas pelos trabalhadores também foram transformadas pelo sindicato em dossiê, entregue em março desse ano ao Ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Afundamento da P-36 matou 11 trabalhadores

     Na madrugada do dia 15 de março de 2001, um grande estrondo acorda os trabalhadores da plataforma P-36, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. Toda a plataforma tremeu e foi acionada a brigada de incêndio para verificar uma de suas colunas. Minutos depois, uma nova explosão é ouvida e um novo grupo da brigada vai até a coluna, onde só encontra morte e destruição. O operador Sérgio Santos Barbosa, 41anos,  um dos integrantes da brigada, é resgatado com 98% do corpo queimado e encaminhado ao Hospital da Força Aérea do Galeão, mas não resiste e morre dias depois.
     O abandono da plataforma começou três horas após a primeira explosão. Apenas vinte e quatro homens ficaram a bordo da P-36 para tentar controlar a situação. Os demais trabalhadores foram retirados em cestas para os rebocadores e transferidos para outra plataforma a 12 quilômetros de distância. De lá seguiram para a base da Petrobrás em Macaé, onde receberam o primeiro atendimento.
     Pela manhã, a plataforma P-36 começou a mostrar sinais de inclinação e já dava indícios de que iria afundar. Cinco dias depois, em 21 de maio, por volta das 10 horas e 45 minutos, a P-36 afunda a 1350 metros levando os corpos de nove trabalhadores mortos.
     No terrível acidente, além de Sérgio Santos Barbosa, morreram Adílson Almeida de Oliveira, Geraldo Magela Gonçalves, Charles Roberto de Oliveira, Emanoel Portela Lima, Ernesto de Azevedo Couto, Josevaldo Dias de Souza, Laerson Antonio dos Santos, Luciano Cardoso Souza, Mário Sérgio Matheus e Sergio dos Santos Sousa, todos empregados da Petrobrás.
     O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense afirmava que as principais razões da ocorrência eram graves omissões da Petrobrás. O relatório da Procuradoria Especial da Marinha, órgão encarregado de apurar as causas e responsabilidades em desastres marítimos, deu razão aos sindicalistas, apontando como causas da tragédia falhas no projeto, manutenção e operação da P-36, concluindo pela responsabilidade da direção da empresa.
     A P-36 era a maior plataforma de petróleo do mundo em capacidade de produção e custou à Petrobrás cerca de US$ 450 milhões. Quando afundou produzia 80 mil barris de petróleo por dia, 6% da produção brasileira, e 1,3 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia, quase a quantidade diária consumida no Estado do Rio de Janeiro na época.

     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 242, do Sindipetro Caxias, em 25 de maio de 2011.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A privatização à espreita: Reichstul queria mudar o nome da Petrobrás

   Os privatistas e entreguistas das riquezas nacionais continuam dando expediente no Planalto. O ex-presidente da Petrobrás no governo FHC, Henri Philippe Reichstul, de triste lembrança, foi convidado para compor a Câmara de Políticas de Gestão, órgão vinculado à Casa Civil que terá por objetivo dar conselhos para melhorar a gestão e reduzir os custos do governo. Parecem ter esquecido o papel preponderante dessa personagem na tentativa de privatização da Petrobrás.
     Henri Philippe Reichstul ficou conhecido como o presidente que chegou a mudar, em 28 de dezembro de 1999, o nome da Petrobrás para Petrobrax com o objetivo, segundo ele e os tucanos privatistas, de internacionalizar a marca da empresa. No fundo, queria quebrar a identidade da Petrobrás como empresa brasileira, alterando seu nome e sua logomarca, a fim de facilitar a privatização. Pressionado pela mobilização dos trabalhadores e pela opinião pública, que ficou indignada, o próprio FHC recuou da decisão e determinou o cancelamento da mudança.
     Reichstul também foi responsável pela venda de 30% da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, para a espanhola Repsol. Não bastasse isso, foi na gestão de Reichstul que ocorreram algumas das maiores tragédias da história da Petrobrás, como o afundamento da P-36, que causou a morte de 11 petroleiros, e os acidentes ambientais que levaram à contaminação da Baía de Guanabara e do Rio Iguaçu, no Paraná, com milhões de litros de óleo.
     Trazer uma figura como essa para o centro do governo é esquecer um capítulo importante da história recente do Brasil. Os petroleiros, que são “a pátria de capacete e macacão", jamais esquecerão!

domingo, 15 de maio de 2011

Petrobrás tem lucro recorde no 1º trimestre de 2011

     A Petrobrás anunciou na última sexta-feira, 13 de maio, um lucro recorde de R$ 10,985 bilhões no primeiro trimestre de 2011. O lucro líquido dos três primeiros meses do ano aumentou 42% na comparação com o mesmo período do ano passado e 4% em relação ao último trimestre de 2010.
     Segundo a Petrobrás, a produção total de petróleo e gás no Brasil e exterior subiu 3% em relação ao primeiro trimestre de 2010, alcançando a média diária de 2,627 milhões de barris.
    No período, os investimentos totalizaram R$ 15,871 bilhões, 83% destinados às atividades de Exploração, Produção e Refino.
     De acordo com a estatal, foi aprovada a distribuição antecipada de remuneração aos acionistas, sob a forma de juros sobre o capital próprio, no montante de R$ 2,609 bilhões.
Petrobras é a marca mais valiosa da América Latina
     A Petrobrás, também na sexta-feira, recebeu o prêmio de empresa da América Latina com a melhor colocação no ranking das cem marcas mais valiosas do mundo. O levantamento foi realizado por uma agência estadunidense de pesquisa de marketing.
     De acordo com a pesquisa, o valor da marca Petrobrás cresceu 39% entre 2010 e 2011 e alcançou US$ 13,4 bilhões, levando a Companhia à 61° posição entre as mais valiosas do mundo (subindo 12 posições em relação ao ranking anterior), à frente de Pepsi, British Petroleum, Samsung, Siemens, Petrochina e Sony.
     No Brasil, a Petrobrás ficou em primeiro lugar, à frente de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Natura. O levantamento da agência é feito há 13 anos e tem como base as entrevistas de dois milhões de consumidores de 30 países.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Explosão de gás na Reduc causou cegueira e mutilação

     No dia 27 de julho de 1999, uma explosão provocada por vazamento de gás na Refinaria Duque de Caxias levou a visão e a ponta dos dedos do operador de transferência e estocagem Silvio Carvalho Drumond. O acidente ocorreu no Parque de GLP da refinaria quando, sem perceber que havia vazamento de gás, o trabalhador ligou o veículo que dirigia provocando a explosão:
     — Não percebi o vazamento. A gente acaba se acostumando com o cheiro de gás. Havia um sensor de gás que não estava funcionando. Quando saí do carro, estava cercado por uma cortina de fogo. A única saída foi passar por ela. Queimei 55% do corpo. Passei três meses e 16 dias no hospital e já fiz diversas cirurgias. Até hoje, vivo acompanhado o dia inteiro por uma enfermeira — conta Drumond.
     O acidente deixou abalada toda a equipe da transferência e estocagem e das demais áreas operacionais da Reduc. Muitos trabalhadores temiam voltar ao local.
     Hoje com 58 anos, Drumond permanece afastado do trabalho pelo INSS e ainda luta na justiça para receber uma indenização da Petrobrás.


     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 237, do Sindipetro Caxias, em 26 de abril de 2011.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vazamento de óleo da Reduc na Baía de Guanabara completou 11 anos

     Completou 11 anos, no último dia 18 de janeiro, um dos maiores acidentes ambientais ocorridos no Brasil, provocado pelo vazamento de 1,3 milhões de litros de óleo in natura na Baía de Guanabara oriundo das tubulações da Reduc, mais precisamente do duto de produtos escuros (PE-2) que interliga a refinaria às instalações do Terminal da Ilha D’Água. Marcante em razão do volume de óleo despejado e da dimensão de seus impactos sobre o meio ambiente, o vazamento resultou em prejuízos de toda espécie para o ecossistema da Baía de Guanabara e, por conseguinte, para toda população que dele se abastece.
     O Sindipetro Caxias, à época, já havia denunciado uma falha técnica no projeto de instalação do oleoduto PE-2 à Procuradoria Regional do Trabalho, ao Ministério Público Federal, às Câmaras dos Vereadores de Rio e de Caxias, à Alerj e à Câmara Federal, em razão de um vazamento ocorrido em 10 de março de 1997, que provocou o despejo de cerca de 600 toneladas de óleo sobre uma área de manguezal situada entre as instalações da Reduc e a orla da Baía de Guanabara. No entanto, não se tem notícia de nenhuma providência tomada para responsabilizar a Petrobrás por esse acidente, ou se o dano foi reparado ou ressarcido de alguma forma.
     Em razão das denúncias encaminhadas pelo Sindipetro Caxias sobre a falta de manutenção de suas instalações se viu obrigada a celebrar com o Ministério Público Federal um Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta em que se comprometeu a regularizar o licenciamento ambiental de todas as unidades da Reduc e do Tecam e implantar o Programa de Monitoramento Ambiental da Baía de Guanabara e Faixas Litorâneas Adjacentes e Ribeirinhas, entre outras ações preventivas.
     No que diz respeito à responsabilidade criminal dos empregados e gerentes da Petrobrás envolvidos no acidente ecológico, apenas o processo relativo ao Técnico de Operação do Terminal da Ilha D’Água foi concluído. No entanto, este gozou do benefício da suspensão condicional do processo por 02 anos, aplicado aos crimes de menor potencial ofensivo, e teve que pagar 06 salários mínimos em benefício da Pastoral do Menor de São João de Meriti. Quanto aos demais 10 réus arrolados na Ação Penal Pública, todos gerentes da Petrobrás, estes não sofreram qualquer condenação na esfera criminal e ainda foram agraciados com promoções ou aposentadoria após o acidente.
     Matéria publicada no informativo Unidade Nacional nº 234, do Sindipetro Caxias, em 12 de abril de 2011.