Mostrando postagens com marcador bônus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bônus. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Conselho Deliberativo da FUP define novos encaminhamentos em relação à PLR

     Gestões junto ao governo e mobilizações dias 05 e 10 cobrarão fim do surbônus, proposta de PLR Futura, segurança, AMS de qualidade, modernização da Reman e manutenção dos investimentos estratégicos da Petrobrás

     Reunidos em Manaus para o XV CONFUP, os sindicatos e a direção da FUP, através do seu Conselho Deliberativo, definiram os próximos encaminhamentos em relação à campanha da PLR. Em consenso e de forma democrática, os sindicatos deliberaram por novas mobilizações, bem como agendar uma reunião com os interlocutores da presidenta Dilma Rousseff para cobrar do governo um posicionamento em relação às principais reivindicações dos trabalhadores.
     As mobilizações serão realizadas nesta sexta-feira, 05, em Manaus, e no próximo dia 10, no Rio de Janeiro. Além de voltarem a reafirmar a deliberação da categoria nas assembléias de que com surbônus, não tem acordo de PLR, os petroleiros continuarão cobrando um posicionamento da Petrobrás em relação às PLRs Futuras, um basta à política de insegurança que mata e mutila os trabalhadores, fim do sucateamento da AMS e implantação do Plano Petros-2 na Transpetro. Outro ponto que será destaque nas mobilizações é o anúncio da Petrobrás de “desinvestimentos” no total de US$ 13,6 bilhões. A FUP e os sindicatos cobrarão a manutenção dos investimentos estratégicos da estatal que tenham relevância social e econômica no Brasil e no exterior. É o caso da modernização da Reman, refinaria de Manaus, que corre o risco de fechar, caso a Petrobrás continue adiando o início das obras.
     Esta pauta será apresentada pela FUP também ao governo federal, em reunião que está sendo agendada com os interlocutores da presidenta Dilma. No próximo dia 11, os sindicatos e a direção da FUP voltam a se reunir no Conselho Deliberativo, que será realizado no Rio de Janeiro. A hora, portanto, é de resistir à pressão das gerências e intensificar as mobilizações por uma PLR democrática e sem privilégios.

Fonte: Imprensa da FUP

domingo, 31 de julho de 2011

A importância da luta contra o bônus na Petrobrás

Por Luís Alberto Ferreira

     A luta contra o bônus gerencial travada pela FUP e seus sindicatos representa muito mais do que pode parecer à primeira vista. O mote é a discriminação dos empregados não gerentes que não receberão o bônus, mas o que está em jogo é uma política de remuneração diferenciada que vem sendo construída pela Petrobrás ao longo dos anos. No futuro, essa política poderá trazer conseqüências negativas para os trabalhadores da empresa. Muito mais que a simples discriminação entre os empregados.
     Ocorre que o bônus somado à gratificação de função representará uma parcela considerável da remuneração anual dos gerentes. Não há que se duvidar que esses empregados tudo farão para se manterem como gerentes. Cumprirão as mais absurdas ordens de seus superiores hierárquicos, buscarão atingir suas metas a qualquer custo e não hesitarão em “descer o chicote” em seus subordinados. Se hoje já exercitam toda sua criatividade, como disse recentemente um gerente, trabalhando com efetivo abaixo do número mínimo de segurança nas unidades operacionais e descumprindo a lei e as próprias normas e procedimentos da Petrobrás, imagine o que farão para assegurar a remuneração extra consubstanciada no pagamento do bônus?
     Apesar disso, é triste ver uma Frente composta por 4 sindicatos, somados a outro que se diz independente, desistindo de brigar contra a política de pagamento de bônus e entregando o jogo ainda no primeiro tempo. Sem luta, sem nada. Logo esses sindicatos que sempre se disseram os paladinos da luta e vivem chamando a FUP de pelega. Mais do que tristeza, o sentimento é de vergonha quando se entrega o jogo em razão de interesses inconfessáveis.
     Não é possível saber se a FUP e seus sindicatos sairão vitoriosos na luta contra o pagamento do bônus. A legislação não favorece os trabalhadores e as instituições não nos defendem. O que se pode garantir é a luta contra uma prática que pode ser mais danosa do que se pensou inicialmente, transformando empregados que ocupam funções gerenciais em verdadeiros “carrascos” dos demais. Tudo para garantir a remuneração extra. Tudo em razão de uma política bem urdida pela Petrobrás em prejuízo dos trabalhadores.